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Futebol dos “Minis e pré-escolas” é uma festa (Noticias soltas) Inserido Friday 16 May 2008 02:31

  

Futebol para meninos de 6, 7 e 8 anos

 

Pelo que sei e constatei existem meninos a serem formados por pessoas incompetentes. ISTO É GRAVE desculpem lá, pois estamos a falar de meninos com 6,7 e 8 anos. Como é possivel haver pessoas destas a ensinar crianças... VAMOS GANHAR O JOGO PESSOAL QUE SE LIXE O PASSE E A RECEPÇÃO... BOLA VEM BOLA VAI... ISTO É QUE É FUTEBOL.

 

E OS PAIS (nem todos) .... que não conseguem perceber que os seus filhos estão no sitio errado... APLAUDEM O TREINADOR QUE DIZ AO SEU ALUNO PARA ENTRAR DEVAGAR QUE É PARA PASSAR O TEMPO UMA VEZ QUE ESTÃO A GANHAR E O JOGO ESTÁ QUASE ACABAR E CHAMAM BURRO AO PROFRESSOR QUE INCENTIVA E CORRIGE OS SEUS ALUNOS DURANTE TODO O JOGO.

 

COMO É POSSIVEL ...

 

POR FAVOR LEIAM O TEXTO QUE SE SEGUE E APRENDAM A LIDAR COM CRIANÇAS QUE UM DIA DESEJAM SER UM CRISTIANO RONALDO mas mais importante do que isso aprendam a formar uma criança na sua plenitude especialmente NO SABER ESTAR .

 

E NÃO É SÓ ENSINAR É PRECISO SABER DAR O EXEMPLO.

 

BEM VINDOS À CIVILIZAÇÃO ..... FRASE PROFERIDA POR UMA MÃE DE UM ALUNO DO SC ARCOZELO

  


 

Com a criação em Portugal da categoria de “Minis e pré-escolas” através da Associação Portuguesa das Escolas de Futebol em 1998, muitos de nós, vimo-nos obrigados a completar a nossa formação, actualizar a nossa pedagogia e rever a nossa “linguagem”, a fim de adaptar tudo o que for possível para o bem das sessões de Iniciação dos Minis e Pré-Escolas.
 

O que nos parece importante, mais que o conhecimento de técnicas específicas, no redor, da táctica ou da estratégia própria do futebol, é o conhecimento dos meninos de 6,7 e 8 anos e, de seguida, saber o que lhes podemos pedir. Isto é básico se queremos participar na evolução harmoniosa dos meninos para conseguir uns bons fins educativos e pedagógicos.

 

Posto isto temos dois objectivos:

- Em primeiro lugar, recapitular e ordenar 8 anos de prática sobre o terreno com jovens futebolistas de 6,7 e 8 anos

- Em segundo lugar, permitir que os pais, dirigentes ou educadores conheçam melhor esta categoria e apreciem o conteúdo das sessões de Iniciação da Escola de Futebol e os treinos.

 

A Iniciação ao jogo e o despertar da ilusão pelo mesmo é a missão do futebol para “Minis e pré escolas”. Nada de campeonatos. Nada de selecção. Essencialmente a felicidade de jogar juntos.

Estas são algumas das regras de ouro que devem guiar a nossa actividade. Esta é a nossa filosofia e esperamos que também seja a sua. Encanta-nos estas categorias e falamos delas com ternura mais que com paixão, pois têm uma “frescura” que é o melhor que tem o

desporto em geral e o futebol em particular. O desporto deve ser uma festa...o futebol dos “Minis e pré-escolas” é uma festa. Temos de saber conservá-la...

Não temos intenção de expor conhecimentos técnicos nem profundos conselhos ao menino de 6 – 7 anos. No entanto, parece-nos indispensável que um professor de futebol que tenha a responsabilidade destas categorias, e cuide o seu treino dentro das escolas e clubes, possua as suficientes noções básicas para aconselhar adequadamente os jovens. A nossa única pretensão

é apresentar as ditas noções básicas.

 

Qual é a primeira fonte de informação?

Essencialmente a observação. Quando os meninos aparecem pela primeira vez a um clube desportivo ou escola, é conveniente deixá-los fazer, observá-los, compreender as suas atitudes, as suas reacções em relação ás propostas, e tudo isto desde o primeiro segundo ao último da sessão. Um conselho: insista muito particularmente sobre a observação do jogo.

 

Exemplo:

Observe um jovem principiante ao qual lhe confiou o posto de  Guarda-redes...

Depois de alguns problemas, oh, milagre! Bloqueia a bola, segura-a com as mãos e a mantêm agarrada como pode sobre o seu peito.

Agora observemos: muito frequentemente até os seus companheiros de jogo lhe pedem a bola, e os adultos que rodeiam o terreno lhe gritam “solta a bola”, o menino não quer separar-se da bola, esse objecto tão desejado, e pelo contrário recua, indo inclusive até por detrás da sua linha de baliza. Trata-se de uma atitude rara ou incompreensível? De modo algum, corresponde absolutamente a uma etapa de egocentrismo, característica desta idade, e que lhe

coloca numa situação na qual o menino tem dificuldade em eleger.

O educador que conheça este problema não tem a mesma reacção que o que a ignora e poderá apresentar a “separação da bola” de outra maneira, realmente mais apropriada: não será este o fundamento da pedagogia?

 

Antes de ir mais adiante no estudo das diferentes noções, gostava de concretizar algumas reflexões cujo único objectivo é declarar ao máximo o objectivo deste tema. A primeira reflexão consiste no menino, ao qual, por exigências de clareza, vamos desvendar a sua

morfologia, fisiologia, etc. Na realidade, é imprescindível entender que o menino, ainda que imaturo, é uma entidade, e não só com respeito a si mesmo, mas também um ser que tem de situar-se no meio de um envolvimento:

- A sociedade;

- A família;

- A escola;

- Escola de futebol.

 

Outra reflexão:

O professor do futebol deverá considerar o menino que recorre a ele, não como um “homem em miniatura”, mas como um menino que possui a sua própria personalidade e o seu potencial motor do momento. As características que se descrevem e se atribuem a uma

determinada idade nem sempre têm uma correspondência absoluta com a realidade.

Pode haver falta de concordância no tempo (diferenças entre a idade cronológica e a idade biológica) e pode haver formas de expressão diferentes, pois na época da infância tudo é possível, e o professor não deve surpreender-se com nada. Pelo contrário, pode-se observar também que os meninos passam pelas mesmas fases de desenvolvimento na mesma ordem, mas cada menino, em função da sua personalidade, irá vive-las de modo distinto, mais ou menos intensamente, durante um período mais ou menos longo.

 

No que diz respeito ao professor, inclinamo-nos a crer muito profundamente, baseados na nossa experiência, que a primeira e a mais importante qualidade que tem de ter perante o menino é a capacidade de intercâmbio, as relações recíprocas, sabendo escutar e interpretar, de modo tal que possa chegar a falar-se de cumplicidade. As restantes qualidades necessárias são a expressão formativa (conhecimento – do menino – a vivência desportiva – o sentido de organização – etc.), mas na nossa opinião não tem de intervir até muito mais longe, e pouco importa se o nosso propósito pode parecer contraditório.

 

Outra observação:

A palavra “treino” não deve causar medo.

Perante tudo, no meio familiar e cultural, o principiante proclamará bem alto, com alegria e orgulho que “vou ao treino de futebol”. No entanto, é essencial que o treinador utilize correctamente o fim, e considere o conteúdo da sessão, não “como uma redução quantitativa do treino do aluno”, mas como uma sessão que possua o seu próprio sentido específico, e cujos objectivos só estão em função da necessidade do menino, com a preocupação única de enquadrar-se na educação do menino de 6-7 anos. Deste modo podemos evitar qualquer mal entendido, evitando toda a possibilidade de especialização precoce de treino intensivo, expressões que empenham certos educadores, mal informados das nossas actividades, e que se apoiam em certos excessos para tentar justificar as suas convicções.

É necessário descobrir o menino, conhecê-lo. Insistiremos muito particularmente sobre o menino de 6 anos; só ter esta idade quando chega à “escola de futebol”. Por outra parte, é muito interessante analisar as razões da sua inscrição.

 

Para nós o menino de 6 anos é “um menino em mudança”:

- Afasta-se da sua mãe, apesar de querer seguir junto a ela

- Passa do infantário para a escola primária

- Vai-se iniciar na prática desportiva de um clube ou escola

- Sofre sempre o crescimento

 

Todos estes transtornos fazem dele um jovem sensível, afectuoso, mas muito mexido, e com um comportamento difícil, que é preciso conhecer absolutamente, a fim de saber a sua

explicação.

Este tema acima apresentado de forma geral, tem uma especificidade que os técnicos e responsáveis pelo treino de crianças e jovens não deverão descorar.

 

Rui Tátá

Presidente de Direcção da APEF




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Todos os comentários feitos ao artigo : Futebol dos “Minis e pré-escolas” é uma festa

  • giovani turella diz:Tuesday 01 July 2008 23:55

    Adorei a maneira como abordasses o tema , principalmente porque muitops professores tem pressa, isso mesmo pressa em passar tecnicas e taticas para participar de competiço~es e se auto afirmar perante a sociedade. Faz se necessario então um outro paradigma para desenvolver certas habilidades com estas crianças .,
  • António Oliveira diz:Friday 16 May 2008 10:03

    Como é possível existirem pais que permitem que seus filhos estejam sujeitos a este tipo de tratamento, estou muito satisfeito com os valores que o meu filho aprende no SC Arcozelo, e desta forma desejo que vocês professores assim continuem, que os ensinem a respeitar tudo e todos, pois os frutos mais tarde vão surgir.
    Muito obrigado por tudo.
  • manel pai do martin diz:Friday 16 May 2008 05:22

    soube o que se passou no passado fim de semana.Fico triste e revoltado com situações deste tipo.Mas uma coisa é certa:existem escolas de futebol e de formação de homens e campos de futebol onde só se chuta a bola para a frente,para o lado que se está virado... enfim , a educação cabe em todo o lado e a sabedoria para ensinar não é para todos.
    Parabéns pelo excelente trabalho que estão a fazer no arcozelo..........

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